quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Agonia (parte 2)

Queria poder falar
Mas palavras não posso dizer
Queria poder gritar
Mas o sera que isso importa?

Essas palavras clamam para sair
Esse corpo clama para sumir

De que adianta cada passo da
Se minha alma apodrece dentro de mim?

Deixe-me falar!
Deixe-me gritar!
Deixe-me voar!

Esse grito que ruge em meu peito
Assombra meus pensamentos
Deixe-me gritar!

Quero por para fora tanta podridão
Quero GRITAR sobre desilusão!

Deixe-me GRITAR PORRA!


sábado, 16 de janeiro de 2016

Voa Gaivota

Um belo dia um homem estava caminhando triste pela praia até que viu uma gaivota na beira das ondas, estava quase se afogando, suas asas machucadas. Ao se aproximar da pequena ave, viu que ela estava ferida, percebeu que ela não era uma gaivota comum, ela era pequena e suas penas reluziam como arco-iris e o som que saia de seu bico não era semelhante a qualquer outra gaivota! Naquele instante ele amou a pequena ave, com total carinho pegou-a entre as mãos e levou-a para casa. Jurou para a pequena ave que a curaria e não deixaria ninguem a machucar!
A  pequena gaivota com o corpo ferido e sem poder fugir se entregou nas mãos daquele homem desconhecido e sua intuição dizia para confiar nas palavras dele, e assim ela fez.
Os dias foram passando e a ave foi se curando, ao estar completamente curada ela decidiu que não iria embora, que teria eterna gratidão por aquele homem.
Como não era uma gaivota comum era capaz de cantar, passava as tardes alegrando o homem com sua doce voz. Um amando o outro por suas particularidades. O homem passava horas admirando as lindas penas da gaivota, a gaivota passava horas ouvindo as histórias do homem. Eles estavam felizes tendo um ao outro!
Mas com o tempo o homem foi passando cada vez menos tempo com a gaivota, ele saia todas as ardes para caçar e se demorava na floresta. Cada dia passava mais tempo na floresta. A ave não sabia o que tinha feito de errado, buscou aprender novas melodias para agradar o homem... Ele não se importava mais, nem percebia que eram músicas nova.
Um dia quando ele saiu para a floresta a gaivota voou o seguiu sem que ele percebesse. O homem recostou numa árvore e assoviou, então surgiu do meio das flores uma outra ave e se aopiou no ombro do homem e começou a cantar e assim foi a tarde, ela cantava para ele e ele lhe contava histórias. A pequena gaivota ficou enciumada e voltou para casa no aguardo do homem.
Quando ele chegou nada falou, sentou e pediu um canto para dormir. O canto da gaivota foi o canto mais triste que qualquer um ja ouviu na face da terra, e ela cantava e de seus olhos saiam lagrimas e o homem tão cheio de si nem percebeu, estava satisfeito! Afinal tinha para si mesmo duas aves!
Os dias foram cada vez mais triste para a gaivota, o homem passava cada vez mais tempo na floresta e a noite ja cansado não contava mais histórias para a pequena ave e sempre lhe pedia para cantar!
A suave voz da gaivota foi se transformando estava perdendo a melodia e suas penas perdendo a beleza arco-iris estava se transformando em uma gaivota comum!
O homem passou o dia na floresta e quando voltou apenas comeu algo e saiu novamente, nem percebeu em que estado se encontrava a ave mágica. A ave entristecida começou a chorar e chorou tanto que fez uma poça de lágrimas na qual viu seu reflexo, ela viu em que ela estava se tornado, uma ave comum! Ela enxugou as lagrimas e disse para si mesma que isso jamais poderia acontecer!
Foi ate a janela tomou coragem e voou, voou sem olhar para tras, voou como com um suspiro e só voltou a respirar depois que estava longe... Voou para tão distante daquele lugar...
O homem quando chegou em casa percebeu que a ave não estava mais ali, ele não ligou achou que tinha apenas ido dar uma volta... Foi dormir e no dia seguinte não via sua pequena ave... Procurou e chamou por todos os cantos, naquele dia ele até se esqueceu de ir a floresta. Os dias foram passando e ele ficava sentando na porta esperando que ela voltasse... Sua tristeza foi aumentando e ele nem sentia mais vontade de ir à floresta... Se culpava! Era culpa de sua ganacia não ter percebido que a pequena gaivota precisava de sua antenção...
Anos se passaram e eles jamais tornaram a se ver novamente... A gaivota foi feliz e o homem se  culpou até o dia de sua morte, e todos os dias lembrava do ditado que seu avô lhe dizia: "Mais vale um passaro na mão do que dois voando"!








quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Coração

Com o coração na boca
Os passos apertados
Com medo de  andar

Vou caminhar
Meu rumo seguir
O coração que se quebre
Que se percam os pedaços

Não quero mais sentir
Quero o vazio saborear
Solidão desfrutar

A lágrima de solidão é doce
Que caia sobre mim lágrimas
Todas de uma vez

Chorar pq?
Cansada de caminhar a passos juntos
Se um rumo cada um tomar
Feliz cada um será!

Solidão em cada manhã
Desfrutar de silêncio
Amargurar sem presença
Não te esperar

Coração pq choras?
Essa dor já vai passar
Deixe o vazio de instalar
Deixe o buraco crescer

Expulsa esse maldizer
Liberta de vez esse ser
Caminha a passos largos
Sem esperar!

Coração pq esse apego?
É amor ou ilusão? Amor!
É amor ou conformismo? Amor!
É amor ou medo? Amor!

Esse tal amor!
Amo te e odeio te!
Coração....
Deixa pra sempre esse tal amor!

Liberdade! Sem medo! Sem dor!
Ahh dor! Ahh como dói!
Dói só de imaginar!
Amor...
Dor... 
Coração Amador!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Vazio

Nenhum vazio é preenchido com outro vazio!
O que é a ilusão de ser ter tudo
Ou ter o falso tudo!
Quero me jogar nesse vazio
Onde essa dor não tem importância
Onde as lágrimas não caem
Onde só há você e eu!

Dor

Quando a dor aperta
E o sofrimento sacode
Temos que fugir!

Correr!  Correr!
Nesse mundo há espaço para mim?
Correr!
Desvincular
Desmoronar
Cortar... 
Dor...
Sufoca...
Respira...  Não para!
Segue...
Segue...
Grita!
Socorro! Quem instalou essa dor em meu peito?

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Guerreira

Guerreira tu és
Com teu escudo de sorrisos
Esconde toda marca
Câlejada de sofrer
Tu amas como senhora

não esconda teu ser
Puro amor sofrido
Que por baixo de maculas
Esconde uma doçura perfeita do mundo

Entregaste sua alma a felicidade
Mereces toda Luxuria
Todo prazer de te encontrar
Mil vezes em si mesma
Se transbordar
Se entregar

Esse medo te faz sofrer
E esse paraíso esconder.
Amo tua garra
Forjada em fogo e lágrimas

Não se deixe enganar por aí
Esse 'eu' insistindo em te jogar
Nesse chão frio para chorar

De você vem a firmeza da terra
A leveza do ar
A pureza da água
O valor do fogo

Não se deixe derrotar
Por tanta mentira a lhe contar
Falsa ilusão te faz desabar

De você vem a firmeza da terra
A doçura das frutas
E a certeza de um amanhã iluminado!